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19/01/2017
Novos reitor e vice da Unesp são empossados



Dia 16 de janeiro, às 14h30, ocorreu a transmissão das funções de reitor e vice-reitor da Unesp aos professores Sandro Roberto Valentini e Sergio Roberto Nobre, eleitos para o exercício do mandato no quadriênio 2017-2021. A sessão solene do Conselho Universitário foi Teatro Santander, em São Paulo, SP, e contou com um público de mais de 1 mil pessoas, com a a presença do Governador Geraldo Alckmin e do vice, Marcio França, também secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação além prefeitos das cidades em que a Unesp se localiza, lideranças regionais e servidores docentes, técnico-administrativos e discentes.
Veja reportagem na TV Unesp: http://youtu.be/2lHz_dxls2w
Veja a Galeria de Fotos: http://bit.ly/2jLMUWb
Em seu discurso na cerimônia de posse, Valentini afirmou que o momento de crise econômica é uma “oportunidade de transformação” e que um de seus desafios será “inovar em todas as questões da universidade”.

Escute o discurso completo do reitor da Unesp Sandro Roberto Valentini
http://podcast.unesp.br/radiorelease-17012016-solenidade-de-posse-2017-escute-o-discurso-completo-do-reitor-da-unesp-sandro-roberto-valentini

Ouça Podcast com o Governador Geraldo Alckmin sobre a importância da Unesp para o Estado de São Paulo:
[Solenidade de Posse 2017] Unesp é essencial para o Estado de SP, enaltece governador Geraldo Alckmin
http://podcast.unesp.br/radiorelease-16012016-solenidade-de-posse-2017-unesp-e-essencial-para-estado-de-sp-enaltece-governador-geraldo-alckmin

Leia texto no Portal do Governo do Estado de São Paulo
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/ultimas-noticias/novo-reitor-da-unesp-toma-posse/

A Unesp inicia o ano de 2017 sob uma nova gestão. Sandro Roberto Valentini e Sergio Roberto Nobre até janeiro de 2021 estarão à frente de uma das principais instituições de ensino superior do Brasil, com projeção internacional.
A cerimônia, que foi transmitida pela TV Unesp, aconteceu no Teatro Santander, na capital paulista, e reuniu cerca de mil participantes. Entre os presentes estavam desde deputados federais e estaduais, prefeitos de várias cidades paulistas, reitores e lideranças do meio acadêmico, membros de consulados, dirigentes de instituições bancárias, além de representantes da comunidade da Unesp de todas as unidades.
O evento foi presidido pelo governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin. Ele integrou a mesa diretora dos trabalhos, que, além de Valentini e Nobre, foi composta pelo vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado, Márcio França; pelo reitor e vice-reitor cessantes da Unesp, respectivamente, Julio Cezar Durigan e Eduardo Kokubun; pelo reitor da USP, Marco Antonio Zago; pelo reitor em exercício da Unicamp Álvaro Penteado Crosta – que representou o reitor José Tadeu Jorge –; e pela secretária-geral da gestão que se encerrava, Maria Dalva Silva Pagotto.
Em seu discurso, o governador destacou a presença da Unesp em todo o Estado de São Paulo e frisou que a Universidade é a que mais inclui estudantes vindos das camadas menos favorecidas da população, assinalando que 48% dos seus alunos são provenientes de escolas públicas. “E a Unesp tem uma pós-graduação e uma produção científica extremamente relevante para São Paulo e para o Brasil”, acrescentou.
Após discutir a atual crise econômica do país e as medidas que seu governo vem tomando para enfrentá-la, Alckmin propôs uma colaboração com os novos dirigentes da Unesp. “Nós queremos ouvi-los, dialogar e construir soluções juntos; vamos sentar e buscar as melhores soluções para que a gente possa avançar mais”, concluiu.
A cerimônia também teve a sua “trilha sonora”, com a apresentação de quatro árias: O Mio Babbino Caro, da ópera Gianni Schichi, de Puccini, interpretada por Marcia Guimarães; Largo al factotum, de O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, com a interpretação de Marcio Marangon; Quando M’en Vo, de La Boheme, de Puccini, cantada por Juliana Starling; e Nessun Dorma, da ópera Turandot, de Puccini, interpretada por Marcelo Vannucci. Eles foram acompanhados ao piano por Achille Picchi, professor do Instituto de Artes, Câmpus de São Paulo.
Houve ainda a estréia mundial da obra A Cura pela Música, composta especialmente para o evento por Alisson Amador, que foi executada pelo Grupo de Percussão do Instituto de Artes da Unesp (Piap) e pela Orquestra Acadêmica da Unesp, regidos por Lutero Rodrigues, também professor do IA.
Vigília constante
Em sua intervenção, o reitor Valentini analisou o simbolismo presente nas apresentações musicais, destacando em primeiro lugar o contraste entre o velho e o novo – conceitos representados pela ópera O barbeiro de Sevilha, que estreou em 1816, e a obra contemporânea A cura pela música. O contraste, segundo ele, ressalta a disposição da nova equipe dirigente de adotar atitudes inovadoras. “Precisamos inovar os procedimentos de gestão, precisamos inovar na extensão e no contato com a comunidade”, argumentou.
As transformações, de acordo com Valentini, também devem ocorrer em nível de ensino. “O jovem hoje, além de fazer a conectividade física, conecta-se muito no mundo virtual Então é papel da Universidade, sim, ir ao mundo virtual dizer ‘aqui também é um espaço para se fazer ensino e aprendizado’”.
O segundo aspecto simbólico estaria na ária Nessun Dorma, que em português significa “Ninguém durma”. Para o reitor, isso representa a opção da nova administração por um permanente estado de vigília voltado para o trabalho na Universidade. “Na semana passada, antes de nossa designação entrar no Diário Oficial, passamos uma semana imersos na discussão de mudança de cultura organizacional e de como inovar essa Universidade, desenhando o Projeto Unesp 20/20, ou seja, qual Unesp nós queremos em 2020, para passar para o nosso sucessor e 2021.”
Analisando a situação do Estado, Valentini também apontou a importância de o governo investir na área educacional, para evitar que os jovens optem pelo caminho da violência. “Precisamos estar em estado de vigília pela educação e, dessa forma, sufocar e diminuir cada vez mais a criminalidade”, argumentou.
O reitor acentuou ainda a necessidade de vigília constante pelo sistema de ensino superior paulista, constituído principalmente por USP, Unicamp e Unesp, além da Fapesp. Nesse conjunto, a Unesp tem a peculiaridade de estar presente em todo o Estado, levando ensino superior de qualidade e dinamizando as economias dos municípios. “Se mantivermos a junção das qualidades da USP, da Unicamp e da Unesp, com certeza esse sistema continuará sempre muito robusto”, argumentou.
Valentini enfatizou que sua gestão vai combater as assimetrias que ainda persistem entre as diversas unidades da Universidade. Para isso, buscará seguir a racionalidade política presente em iniciativas como o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), valorizando as boas iniciativas das unidades, sem privilégios. Ele elogiou a expansão da Universidade promovida durante a gestão do reitor Durigan, que em cinco ano elevou o número de alunos de 25 mil para 35 mil. “Nós temos a proposta de transformação da Pró-Reitoria de Administração para Pró-Reitoria de Planejamento Estratégico e Gestão justamente para trabalhar melhor essa expansão e para evitar o acirramento dessas assimetrias de base”, disse. O reitor finalizou seu discurso assegurando a implantação de uma nova forma de fazer política na Universidade.
Balanço
O reitor cessante Durigan destacou sugestões para a próxima gestão, entre as quais a seriedade, austeridade e probidade como “bandeiras de frente” para os administradores. Para ele, é fundamental priorizar as atividades-fim da Universidade e a manutenção da racionalidade administrativa e do planejamento, que se consolidaram na Unesp com o PDI. Nessa racionalização, ele também defendeu um investimento vigoroso nas Tecnologias da Informação e Comunicação (Tics).
Durigan também acentuou a interação com a sociedade. “As demandas e necessidades são maiores para uma Universidade multicâmpus e descentralizada como a nossa”, disse. Ele assinalou ainda a valorização à comunidade unespiana, com a garantia do emprego e dos salários.
Da mesma forma, destacou a necessidade do bom relacionamento com os poderes legislativo, executivo e judiciário e o diálogo com o governo do Estado para garantir um financiamento menos suscetível à instabilidade econômica do país.  Por fim, agradeceu à equipe que o acompanhou durante sua administração.
Desafios
O vice-reitor Nobre relacionou dois desafios a serem enfrentados de imediato: o fortalecimento da relação com os três segmentos da comunidade da Unesp e o respeito às especificidades das áreas do conhecimento. “Sou um matemático que atua na área de história científica, portanto nas áreas das Ciências Básicas e das Humanidades; como presidente do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, serei um guardião para que as políticas a serem implementadas na Universidade levem em consideração a existência dessas especificidades”, enfatizou.
Nobre também expôs sua preocupação com os problemas que ocorrem na área de licenciatura, que sofre com a queda da procura pelos cursos e o pequeno ingresso dos licenciados na carreira acadêmica, principalmente na escola pública. “É nosso dever, das universidades, do Estado e da sociedade, fazer algo para reverter essa situação”, advertiu. Ele garantiu que os valores apresentados pelo reitor e por ele durante a campanha eleitoral – como liberdade acadêmica, compromisso com a ética, transparência, apreço ao diálogo, valorização das relações interpessoais, entre outras – não se perderão nos quatro anos de gestão.
Representando o Conselho Universitário (CO), a professora Cleopatra da Silva Planeta relacionou os desafios que a Unesp precisa enfrentar nos próximos anos. Entre eles está a defesa da universidade pública, gratuita e autônoma. Cleópatra, que é a nova pró-reitora de Extensão Universitária, acentuou a necessidade de um ambiente acadêmico coeso e solidário, para enfrentar os períodos difíceis. “Esse ambiente só se conquistará com diálogo, transparência e valorização do trabalho”, explicou. Segundo a professora, o diálogo e a transparência vão garantir a criação de um projeto coletivo para a Unesp, que é encontre eco nas instâncias governamentais e na sociedade.
Ela enfatizou que a Universidade deve se manter atrativa para os jovens profissionais que querem seguir carreira acadêmica e, para isso, seria necessário refletir sobre a revisão do atual teto salarial da profissão. A professora relatou sua experiência pessoal com o professor Valentini, no período em que ele foi o diretor e ela, a vice-diretora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara. E também com o professor Nobre, no Fórum de Vice-Diretores e no Fórum de Diretores da Unesp. “Tenho a plena confiança de que o professor Sandro e o professor Sérgio, juntamente com a comunidade unespiana, farão uma gestão de sucesso e juntos levaremos a Unesp rumo a um futuro brilhante”, concluiu.

 

O novo Reitor
Sandro Roberto Valentini
Formado em Farmácia-Bioquímica pela Unesp. Ingressou na Unesp como auxiliar de ensino em 1987. Mestrado em Microbiologia e Imunologia pela Unifesp, doutorado em Bioquímica pela USP, doutorado Sanduíche no Massachusetts Institute of Technology – MIT/EUA, pós-doutorado na Harvard University/EUA, livre-docente em Microbiologia e professor titular em Microbiologia e Biologia Molecular. Bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq, nível 1D.

Autor de 75 artigos completos em periódicos indexados e 225 resumos publicados em anais de eventos científicos. Coordenou 27 projetos de pesquisa com financiamento de agências de fomento, com destaque para um Jovem Pesquisador e dois temáticos, financiados pela Fapesp. Participou como pesquisador responsável de dois projetos no programa Genoma da Fapesp. Supervisionou 10 estágios de pós-doutorado e concluiu a orientação de 40 trabalhos de iniciação científica, cinco dissertações de mestrado e 12 teses de doutorado. Foi tutor do Grupo PET – Farmácia.

Participou de uma das reformas curriculares do curso de Farmácia-Bioquímica e da concepção e da viabilização do curso de graduação em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia. Foi diretor e atualmente é co-editor da Revista de Ciências Farmacêuticas Básica e Aplicada. Membro da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular – SBBq. Eleito vice-chair (2017) e chair (2019) da Gordon Research Conference on Polyamines, nos Estados Unidos.

Foi vice-diretor e diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), câmpus de Araraquara. Atuou como presidente da Comissão de Custeio e como vice-presidente e presidente do Fórum de Diretores da Unesp. Participou da revisão dos parâmetros de subquadro, incluindo a reorganização de seções na estrutura administrativa da universidade. Atuou também como membro da Comissão de Avaliação da Capes, na área de Farmácia. Coordena o programa de pós-graduação em Biociências e Biotecnologia Aplicadas à Farmácia e atua como membro da Câmara Central de Pós-Graduação (CCPG) e do Conselho Universitário da Unesp.

O novo Vice-Reitor
Sergio Roberto Nobre

Formado em Matemática pela Unicamp. Ingressou na Unesp como auxiliar de ensino em 1986. Mestrado em Educação Matemática pela Unesp, doutorado em História da Matemática pela Universidade de Leipzig/Alemanha, pós-doutorado na Ludwig-Maximilians-Universität Munique/Alemanha, livre-docente e professor titular em História da Matemática.

É membro efetivo da Academia Internacional de História da Ciência, Paris/França e editor da Revista Brasileira de História da Matemática. Foi aprendiz de mecânica-geral no Senai e ferramenteiro matrizeiro na Robert Bosch do Brasil. Trabalhou como Instrutor de mecânica-geral e professor de Desenho Técnico Industrial na Escola Senai. Foi professor de matemática na rede de ensino particular de Campinas. Foi Tutor do Grupo PET - Matemática, pesquisador convidado do Max-Planck-Institut, Berlin/Alemanha e coordenador local do Procad - Rede de Cooperação Acadêmica em Educação Matemática e História da Matemática UFRN/Unesp.


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