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CURSOS DE HUMANIDADES
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Apresentação
Falando de modo simplificado e direto, quem procura as Ciências Humanas deseja compreender criticamente o mundo em que vive e dialogar com a grande aventura que é a experiência histórica da Humanidade. O profissional que se forma em um dos inúmeros cursos vinculados a esta área torna-se um agente dedicado a dar sentido ao mundo atual, no qual as mudanças aceleradas, o incessante incremento tecnológico e a reorganização dos sistemas de produção fizeram com que ficasse mais difícil – e ao mesmo tempo bem mais estratégico – o processo de aquisição e utilização de conhecimentos e informações. O próprio mundo – grande, complexo, surpreendente, repleto de nuances e dimensões que não se deixam entrever de imediato – ficou mais desafiador, passando a exigir maior esforço para ser decodificado.

O Homem é o complexo a ser desvendado, com seus problemas e progressos, suas vitórias e derrotas, nas diferentes dimensões que constituem seu desenvolvimento no tempo e no espaço: a social, a individual, a política, a cultural, a econômica, a organizacional, a artística. Quem atua na área costuma estar sempre interessado em projetar mudanças, correr riscos, resolver problemas e dificuldades, construir consensos, diálogos e aproximações entre os que são diferentes ou que pensam diferentemente.

É portanto à compreensão do homem no mundo que se dedicam os profissionais das Ciências Humanas. Ao agir para isso, ao interrogar a realidade sociocultural, eles também investigam a si mesmos, o que certamente acrescenta uma dose extra de dramaticidade e paixão a tudo aquilo que fazem e elaboram.

Ao longo dos anos de formação, o estudante de Humanidades é incentivado a valorizar a explicação, a reflexão, o questionamento. Precisa investir na leitura, amar os livros, entender que boa parte do sucesso depende da capacidade que tiver de se comunicar bem, por escrito e oralmente. Tudo o impele a mergulhar na aventura do conhecimento, que muitas vezes o surpreende, o projeta para outra dimensão. Aprende, assim, que tudo precisa ser compreendido
para poder ser transformado, que ser crítico não é ser do contra, mas é ser capaz de ver o outro lado da Lua, enxergar o reverso do espelho, considerar aquilo que se esconde por trás das máscaras sociais, que é disfarçado pelas ideologias e pelos discursos cotidianos, filtrado ou reprimido pelas subjetividades e pelos preconceitos que habitam os espaços das sociedades humanas. Recebe um patrimônio que o prepara para ser mais revolucionário e menos revoltado, para duvidar de tudo o tempo todo sem perder a esperança nem se tornar um cético, para ficar indignado e inconformado sem desembocar na contestação estéril, na fraseologia doutrinária, na lamentação conformista.
A atuação dos egressos destes cursos é diversificada e aberta, fato que lhes dá alguma vantagem comparativa perante os demais profissionais, que tendem a agir de modo mais focado e especializado.

Para se beneficiar dessa vantagem comparativa, porém, o profissional em questão precisa possuir recursos culturais e intelectuais abrangentes e gostar de tudo o que diga respeito às letras, às artes, à cultura e ao pensamento. Deve funcionar mais como um articulador de saberes do que como um “aplicador” de conhecimentos.
As principais áreas de atuação do profissional das Humanidades são o ensino, a pesquisa, a editoração, o jornalismo, a assessoria em planejamento, recursos humanos, política e comunicação, a assessoria parlamentar e eleitoral, a pesquisa de opinião, a análise de conjuntura e a prospecção política, a formulação e a execução de políticas públicas, o rádio e a televisão, o cinema, a música e o teatro. Com as rápidas inovações científicas e tecnológicas dos dias atuais, novas frentes de trabalho despontam o tempo todo. Afinal, nas sociedades mutantes em que vivemos, faz-se sempre mais necessária a presença de profissionais capazes de fornecer explicações abrangentes, parâmetros explicativos e insights analíticos.

O formado em Humanidades é um profissional diferenciado. Aprende a lidar com o tempo e com o sucesso de maneira particular. É convidado a conter a ansiedade, a organizar seu inconformismo e sua indignação, não para diminuí-los, mas, ao contrário, para potencializá-los, e de algum modo colocá-los a serviço da comunidade. Seu mercado de trabalho move-se por critérios específicos, flutua bastante e requer postura flexível.

Nas Humanidades, vale muito a regra: o profissional bem formado, que em sua trajetória acadêmica reteve e consolidou habilidades e recursos intelectuais abrangentes, costuma se dar bem no mercado. O sucesso depende dele, antes de tudo. E, claro, de um pouco de sorte e oportunidade.

Marco Aurélio Nogueira é professor titular de Teoria Política da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara e diretor do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Unesp.
 
 
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