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Artigo publicado em veículo de divulgação cientifica dos EUA
Pesquisa da Unesp de Guará sobre famílias de asteroides ganha destaque internacional
Marcos Jorge
30/11/2018
Conteúdo é baseado em artigo publicado pelo professor na revista Planetary and Space Science

O pesquisador Valerio Carruba e os co-autores de um artigo publicado na “Planetary and Space Sciences” foram convidados para escreverem um texto sobre a pesquisa desenvolvida pelo grupo no site norte-americano Science Trends. O veículo tem como característica convidar pesquisadores de todo o mundo para escreverem artigos sobre suas pesquisas recentemente publicadas, com o intuito de ampliar o impacto e a exposição do trabalho.

O artigo, em inglês, pode ser lido na página do Science Trends. O conteúdo é baseado no artigo Asteroid families interacting with secular resonances, publicado recentemente na revista Planetary and Space Science. O artigo foi produzido pelo professor Valerio Carruba, da Unesp de Guaratinguetá, em colaboração com David Vokrouhlicky, da Charles University, da República Tcheca, e Bojan Novakovic, da Universidade de Belgrado, na Sérvia.

O artigo fala sobre famílias de asteróides que interagem com ressonâncias seculares. Na entrevista abaixo, o professor Valeria Carruba explica um pouco do que se trata a pesquisa e sua importância.

*** 

Portal da Unesp: Antes de mais nada, professor, o que são ressonâncias seculares?

Valerio Carruba: Ressonâncias seculares entre planetas e asteroides ocorrem quando tem uma comensurabilidade entre o período de precessão do pericentro (o ponto mais próximo ao sol da órbita) ou do nodo ascendente da órbita (o ponto em que os planos das órbitas do asteroides e o plano de referência, por exemplo o plano da órbita da Terra) do asteroide e de um planeta. 

PU: Você pode detalhar um pouco esse conceito?

VC: Imagine a órbita de um asteroide. Por causa das perturbações dos planetas, o pericentro da órbita não é fixo, mas descreve um círculo com um dado período. Se o período de precessão do pericentro da órbita do asteroide for igual ao período de precessão da órbita de um planeta, como no caso de Saturno, temos uma ressonância secular.

Neste caso, as perturbações de Saturno não vão ter soma zero a longo prazo, mas vão mudar a forma da órbita do asteroide. A órbita irá ficar mais e mais achatada, e o asteroide pode experimentar por consequência encontros próximos com planetas e ficar instável. Em outros casos, como as ressonâncias que envolvem o nodo ascendente, as perturbações planetárias podem mudar a inclinação da órbita do asteroide.

PU: Por que é importante investigar essa relação com as famílias de asteroides?

VC: Ressonâncias seculares são importantes para famílias de asteroides por que podem mudar a distribuição das órbitas dos membros. Em alguns casos, existem combinações das excentricidades e da inclinação da órbitas de objetos em ressonâncias que não mudam enquanto o asteroide estiver na comensurabilidade. Isso permite obter informações sobre a distribuição original dos asteroides e a velocidade com a qual foram expulsos no momento da formação da família.

Em outros casos, como aquele mais recente das famílias que interagem com ressonâncias seculares de nodo com o planeta anão Ceres, o efeito sobre a distribuição dos asteroides em inclinação pode ser usado para estimar a idade aproximada da família.  Então, é possível obter informações para famílias que interagem com ressonâncias seculares, que não são usualmente disponíveis para famílias não ressonantes.

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