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Evento mostra impacto da parceria entre universidade e empresa
Encontro entre docentes e representantes do setor produtivo apontam sucesso da parceria
Marcos Jorge
03/04/2018
Professor Jorge Muniz Jr., docente da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá e atual coordenador do MePEP

Um evento realizado no auditório do Instituto de Física Teórica da Unesp, em São Paulo, discutiu possibilidades e vantagens da relação entre a universidade e as empresas. Durante o encontro realizado no último dia 28 de março, representantes da academia e do setor produtivo destacaram alguns casos de sucesso da parceria. Veja fotos do evento aqui.

O “Painel Universidade - Empresa: Desafios e Oportunidades” foi uma iniciativa organizada pelo Mestrado profissional em Engenharia de Produção (MePEP), que abre este ano sua quarta turma e está com matrículas abertas até Junho. Neste ano, pela primeira vez, as aulas serão realizadas em São Paulo, no Instituto de Física Teórica da Unesp, ao lado do terminal da Barra Funda.

Na abertura do evento, o diretor da Agência Unesp de Inovação, Wagner Valenti, fez uma breve apresentação da Unesp e destacou que é papel da universidade retornar o investimento feito pela sociedade por meio da transferência do conhecimento produzido na academia.

Uma das formas mais eficientes para essa transferência, aponta Valenti, é por meio da parceria com o setor produtivo. “Nota-se que uma tendência cada vez mais comum é esse retorno à sociedade se dar por meio de produtos e serviços, e não somente pelo conhecimento”, aponta o diretor.

O professor Jorge Muniz Jr., docente da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá e atual coordenador do MePEP, apontou as diversas formas em que empresas e universidades podem colaborar. Uma dessas formas é a participação de seus quadros em um mestrado profissional, foco do evento realizado no Instituto de Física Teórica.

Muniz Jr. destaca que um dos pontos fortes do mestrado profissional oferecido pela Unesp é sua flexibilidade para atendimento de demandas das empresas, que permite à universidade lidar com problemas reais e às empresas terem acesso ao conhecimento e fronteira para solução de problemas complexos.

“Atualmente, o MePEP é o único programa de Engenharia de Produção no Brasil com total integração com outras áreas da Engenharia, como Materiais, Mecânica, Energia, Elétrica e Civil, característica que permite aprofundamentos em projetos com demandas específicas”. Hoje, o programa conta inclusive com docentes de outros campi da Unesp, no caso professores da área de Administração, da Unesp Araquarara.

O docente de Guaratinguetá chama a atenção para outra formação importante do programa, que é a de gestores tecnológicos dentro da empresa. “Hoje nossos alunos são capazes de identificar, dentro de um processo produtivo, qual é o momento em que a parceria com a academia é necessária”, destaca.

Interação empresa e universidade
Boa parte do encontro foi dedicada a apontar casos de sucesso da relação entre a universidade e as empresas que envolveram alunos das últimas três edições do programa de mestrado profissional.

Alguns desses exemplos foram apresentados por Luciano Nilo Jr., diretor de operações, Maxion Structural Components, que tem atualmente quatro alunos vinculados ao programa e outros seis que já concluíram o curso.

Por meio da parceria com a universidade, a empresa que produz componentes estruturais automotivos para as principais montadoras do país conseguiu implementar mudanças de impacto em sua linha de produção que acarretaram em um aumentos de produtividade da ordem de 3%.

“Para alguém que olha de fora pode achar 3% pouca coisa, mas é muito significativo para quem, como nós, trabalhamos na linha de montagem e gerimos a uma planta de 4 mil funcionários”, celebra o diretor. As iniciativas promovidas pelos egressos envolveram o abastecimento de materiais na linha de montagem, a aplicação de conceitos de manufatura enxuta e da teoria das restrições (focadas na redução de desperdícios), entre outros.

Nilo Jr. explica que as teses defendidas pelos alunos sobre o gerenciamento da demanda também motivaram a empresa a desenvolver um modelo de previsão de demanda aplicando conceitos de big data e machine learning juntamente com o SENAI Cimatec.

Adilson Dezoto, vice-presidente industrial da MAN Latin America, também destacou o impacto da formação continuada dos recursos humanos na linha de produção da empresa que é líder na montagem de caminhões e ônibus no continente. O gestor explica que o setor exige uma diversidade maior que dos automóveis, uma vez que trabalham com escalas menores de produção.  

Dezoto explica que essa característica levou a uma complexidade na gestão da empresa, que precisa lidar com um grande número de peças e diferentes modelos de veículos, por exemplo. “Nós usamos o mestrado profissional não para atacar problemas específicos, mas para trabalhar a gestão da complexidade e flexibilidade. Ele serviu como uma ponte de nucleação de conhecimento dentro da empresa na expectativa que isso gere uma transformação em médio prazo”, explica.

No encerramento da atividade, Jairo Martins da Silva, presidente-executivo da FNQ (Fundação Nacional da Qualidade), apontou alguns dos principais desafios que as empresas tem enfrentado dentro de uma sociedade e de mercados em constates mudanças. A FNQ é uma instituição brasileira sem fins lucrativos criada em 1991 cuja finalidade é desenvolver os fundamentos da excelência da gestão para organizações de todos setores e portes. 

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