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Brian Greene comenta divulgação científica da física teórica
Físico, escritor e colaborador em programas de TV, norte-americano esteve no IFT, na Unesp
Marcos Jorge
25/09/2014
Físico norte-americano foi convidado pelo programa Fronteiras do Pensamento

O auditório do Instituto de Física Teórica (IFT), da Unesp, em São Paulo, recebeu na última sexta-feira, dia 18, a visita do físico Brian Greene, docente da Universidade de Columbia, nos EUA. O norte-americano é um estudioso da Teoria das Cordas, mais especificamente na sua aplicação à cosmologia, mas se tornou uma figura conhecida mundialmente por sua atuação na divulgação de uma série de conceitos modernos da física para o público leigo.

Greene é autor de uma diversos livros que abordam temas da física teórica, três deles publicados em português, pela editora Companhia das Letras: O Universo Elegante (2001), O Tecido do Cosmo (2005) e A Realidade Oculta (2012). O físico norte-americano esteve na Unesp em visitar ao ICTP-SAIFR (International Centre for Theoretical Physics – South American Institute for Fundamental Research), localizado dentro do IFT.

A viagem ao Brasil foi um convite do programa Fronteiras do Pensamento, que promove anualmente uma série de palestras com pensadores, artistas, cientistas e líderes que são vanguardistas em suas áreas de pesquisa e pensamento. Além do IFT, da Unesp, o físico também realizou palestras em Porto Alegre e na USP. Ao longo de pouco mais de uma hora, Greene conversou com uma audiência composta em sua maioria por pós-doutorandos em física, abordando principalmente questões sobre a sua especialidade, a Teoria das Cordas, mas também falou sobre o seu papel como autor de livros, colaborador e apresentador de documentários para a TV norte-americana.

Greene destacou que, atualmente, gasta boa parte do seu tempo na tarefa de divulgação científica, uma atividade que, segundo ele, não é muito convencional para um físico. Dois de seus livros foram adaptados para a forma de documentário pela emissora PBS (Public Broadcast Television), dos EUA. O desembaraço diante das câmeras e a facilidade retórica fizeram do físico um personagem recorrente em programas de entrevista na TV norte-americana, além de abrir portas inclusive para serviços de consultoria para filmes de ficção científica.

"Quando escrevo um livro, tenho total controle do que está acontecendo. Escrevo sobre coisas que eu entendo e faço um debate interno para escolher qual idéia-chave eu devo destacar e quais informações podem ser descartadas sem que se perca o foco principal", explica o físico. Nesta atividade, o maior questionamento de Greene é onde estabelecer o limite do que deve ser dito para passar uma informação íntegra do conteúdo, e o que pode ser omitido para facilitar a assimilação por parte de um público que não tem uma formação na área da física. No entanto, quando realiza trabalhos para emissoras de TV, a necessidade em trabalhar em grupo estabelece novos desafios.

Neste caso, conta Greene, é mais difícil estabelecer um equilíbrio entre o que deve ser explicado e o que deve ser omitido, uma vez que o trabalho em equipe envolve a necessidade de lidar com interesses que vão além da informação em si. "Às vezes estou numa sala com outras cinco pessoas e cada um tem suas próprias questões profissionais. Alguns estão preocupados com as pessoas que vão mudar de canal, outros com o que o concorrente está passando, coisas desse tipo".

"Da minha parte, eu estou mais preocupado em passar a idéia principal com integridade. Não que o resto da equipe não tenha preocupação com a integridade, mas eles têm uma série de questões, a concorrência, por exemplo. Se a audiência cair, talvez eles percam o trabalho ou o anunciante do programa", questiona Greene. "É uma negociação entre esses dois lados: ter o material de forma precisa, íntegra versus despertar o interesse do público. É caminhar constantemente sobre uma linha tênue", resume.

Questionado sobre o motivo pelo qual outras áreas da física não despertam tanto interesse do público em geral como a física teórica, Greene especulou que alguns conteúdos não fazem parte do cotidiano das pessoas e talvez por isso não levantem tantos questionamentos. Ele argumenta que existem descobertas fabulosas na área da matéria condensada, por exemplo, mas que é difícil apresentá-las a uma audiência mais ampla.

"Não que seja impossível falar sobre temas como matéria condensada, mas é difícil. Todos nós saímos de casa à noite e nos deparamos com a imensidão das estrelas. Isso nos leva a questionamentos e acredito que faz parte da natureza humana tentar entendê-los", explica. 

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